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Sob o mote de ‘Artistas Solidários’, a exposição ‘Private Lives’ resulta da parceria entre a Associação SER+ (Associação Portuguesa para a Prevenção e Desafio à Sida) com a Fundação Dom Luís e o Centro Cultural Cascais que, na sua 6ª edição, apresenta obras de 23 artistas que aceitaram o desafio de aliar o seu trabalho a uma causa social.
O repto lançado a cada artista foi o de selecionar obras que pudessem estabelecer um diálogo entre a linguagem voyeur e a intimidade, com o intuito de construir uma narrativa que apresentasse outros lados do ‘privado’. Um ‘privado’ que explorasse diversos sentidos, não se encerrando apenas na ideia de ‘particular’ ou ‘individual’, mas também abordando o conceito de ‘íntimo’, e até apelando a ‘privance’ que na sua origem latina significa ‘amizade’, ‘afabilidade’ e doçura’. Pensar o ‘privado’ é também pensar a impossibilidade de algo. Sentirmo-nos privados de qualquer coisa, seja de liberdade, de saúde, lucidez ou até mesmo de privacidade, é sempre assustador. Vidas privadas serão vidas onde, por instantes se pensará a intimidade; mas onde a privação também ocupará um lugar. E é nestas múltiplas perspetivas que esta exposição convida a um percurso por cerca de 50 obras selecionadas por este conjunto de artistas solidários, como forma de representação do conceito abordado.
*Private Lives é um evento a favor da Associação Ser+ em que parte da receita gerada com a venda de obras é revertida para a Instituição.
(texto retirado da comunicação de imprensa)
]]>A ideia parte do questionar um objecto/obra a partir das suas principais premissas existenciais: a forma e o conceito. Na sequência disso, e a partir de uma intenção de discutir estas premissas, Orlando franco e Nuno Vicente principiaram numa problematização entre a dimensão física e conceptual de uma obra, por um lado, no entendimento plural desta dicotomia, por outro, a forma como esta é entendida na singularidade de cada artista.
De modo rizomatico, João Ferro Martins, Nuno Vicente, Orlando Franco, Samuel Rama, João Pombeiro, Ana Fonseca, Ricardo Quaresma Vieira, Bryn Chainey, Ruth Le Gear, Marisa Benjamim, Rita Firmino de Sá, Sara Wallgren, Susana Anágua, Rodrigo Bettencourt da Câmara e Vítor Reis, surgem no seguinte contexto como o resultado duma aproximação de vários pensamentos, operado sob a velha formula da empatia e da admiração mutua, quer umas vezes, pelo trabalho, quer outras pela sua postura.
Tautológico, foi a constatação por parte dos artistas que na arte existe a oscilação de um binómio constituído pela forma e o conteúdo da obra, uma premissa básica e suficientemente abrangente para conveniência ou urgência de um mote institucional que possa ditar a conexão dos vários artistas em exposição.
A constituição de um catalogo é, à parte com a exposição, o momento procurado pelos artistas como possibilidade de expressão, operado de modo múltiplo e onde cada um dos intervenientes irá abordar, de modo aberto através de um conjunto de respostas/ intervenções, sobre a intenção artística, mais do que sobre os seus trabalhos, apresentando seus pontos de vista e o que deveria para cada um ser a arte e a sua direcção. Este diálogo é promovido pela presença de um questionário, onde se pede a cada artista que o preencha, numa abordagem livre.
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Prémio Amadeo de Souza-Cardoso, de 22 de Outubro a 30 Dezembro 2011.
